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Mas o que leva crianças e adolescentes a serem cruéis com seus próprios colegas? Para a psicóloga e psicanalista Artenira Silva e Silva, nós estamos num momento em que a adolescência, principalmente de classe média, vive um conflito muito grave sobre o que é certo ou errado. “Existe uma dificuldade muito grande do adolescente de classe média, hoje, em identificar o que é, e o que não certo. Até onde ele pode ir e quando ele vai atropelar o direito de outra pessoa”. Outra dificuldade em relação ao bullying diz respeito às escolas que ainda não sabem lidar com o assunto.
O bulliyng não se trata só de brincadeiras inconvenientes, ele também passa pela sexualidade, um exemplo disso foi um caso onde uma menina de sete anos foi dominada por dois colegas para que um terceiro lhe desse um beijo na boca. A menina se revoltou e comunicou aos pais que foram até escola e exigiram providencias. Os pais do menino disseram que o garoto era apaixonado pela menina e só tinha sete anos, e por isso era injusto puni-lo, pois o mesmo só queria ser carinhoso. “A mãe só esqueceu que o carinho do menino implicou em violência, e que carinho se conquista em qualquer idade, seja ela qual for. Por isso, se a mãe continuar alimentando o comportamento do filho, dá pra imaginar o que ele fará com 15 anos”, alertou Artenira.
O bulliyng não se trata só de brincadeiras inconvenientes, ele também passa pela sexualidade, um exemplo disso foi um caso onde uma menina de sete anos foi dominada por dois colegas para que um terceiro lhe desse um beijo na boca. A menina se revoltou e comunicou aos pais que foram até escola e exigiram providencias. Os pais do menino disseram que o garoto era apaixonado pela menina e só tinha sete anos, e por isso era injusto puni-lo, pois o mesmo só queria ser carinhoso. “A mãe só esqueceu que o carinho do menino implicou em violência, e que carinho se conquista em qualquer idade, seja ela qual for. Por isso, se a mãe continuar alimentando o comportamento do filho, dá pra imaginar o que ele fará com 15 anos”, alertou Artenira.
Por não existir uma palavra na língua portuguesa capaz de expressar todas as situações de possíveis,
Como evitar o bullying: Se você é super na sua e jamais teria coragem de revidar o bullying, procure não se isolar no colégio. Existe sempre uma galera que tem mais a ver com você e que a curte do jeitinho que é. Fique perto deles.
Tem como acabar com isso: Por mais que você sinta vergonha e medo de reclamar, o seu silêncio só piora a situação. Fale com seus pais, com um professor ou mesmo com o diretor. Coloque na sua cabeça que ninguém no mundo tem o direito de a pôr pra baixo. O ato de sofrer bullying pode piorar seu desempenho nos estudos e deixar a vida meio cinza. Pense bem.
Quando o bullying é praticado por um amigo seu: provavelmente sua turma toda percebe que o que essa garota faz é errado. Então, que tal criar coragem e dar um toque nela? Diga que pôr os outros pra baixo não é nem nunca vai ser algo bacana. E não tenha medo. “Tornar-se cúmplice fortalece o agressor”, explica a psicóloga Maria Tereza Maldonado.
incentive a garota a procurar ajuda de algum responsável (tanto no colégio quanto em casa). Se você ver que ela tem vergonha de fazer isso, converse você mesma com um professor, o que não pode é deixar pra lá. “É desse silêncio que se valem os agressores, por isso, nada de ficar quietinha”,
As diferenças...
Bullying de menina: elas preferem espalhar fofocas do mal e isolar a vítima da turma.
Bullying de menino: eles são mais explícitos e podem até partir para a agressão física.
Pra evitar o cyber-bullying...
- Não aceite amigos dos quais você nunca ouviu falar em nenhum site de relacionamento e bloqueie suas fotos no Orkut, assim só quem é seu amigo terá acesso a elas, ok?
- Use a webcam só com seus BFFs.
- Evite postar fotos suas de biquíni, principalmente se estiver sozinha. Esse tipo de foto é um prato cheio para que os desocupados de plantão façam montagens.
- Quando usar um computador que não é seu, não deixe nenhuma senha registrada.
O bullying pode ser praticado de um professor para um aluno.
As técnicas mais comuns são:
- Intimidar o aluno em voz alta rebaixando-o perante a classe e ofendendo sua auto-estima. Uma forma mais cruel e severa é manipular a classe contra um único aluno o expondo a humilhação.
- Assumir um critério mais rigoroso na correção de provas com o aluno e não com os demais. Alguns professores podem perseguir alunos com notas baixas.
- Ameaçar o aluno de reprovação.
- Negar ao aluno o direito de ir ao banheiro ou beber água, expondo-o a tortura psicológica.
- Difamar o aluno no conselho de professores, aos coordenadores e acusá-lo de atos que não cometeu.
- Tortura física, mais comuns em crianças pequenas. Puxões de orelha, tapas e cascudos.
· se um dia o seu filho chegasse a casa e pedia para mudar de escola?
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· Ele pode estar a ser vítima de bullying. É uma expressão que se tornou Universal, apesar de desconhecida, não é uma coisa nova, provavelmente os seus pais já o praticavam na altura que estudavam.
· Ofender, humilhar, discriminar, excluir, ignorar, intimidar, perseguir, agredir, ferir, estragar objectos pessoais, são alguns dos sintomas do bullying.
O bullying é uma agressão física, verbal e emocional quase diária, que inclui insultos ou até assaltos. Trata-se de um fenómeno mundial que existe nas escolas desde o jardim-de-infância e atinge o auge no 2º e 3º ciclos do ensino Básico. Os alvos comuns são pessoas ou grupos que apresentam características destoantes da grande maioria, sejam estas deficiências físicas ou diferenças étnicas e culturais. São os famosos "quatro olhos", "cromos".
Os rapazes estão muito mais envolvidos, tanto como autores quanto como alvos. Os agressores costumam bater, insultar, roubar e destruir os bens do oprimido.
Nem todos conseguem se livrar da pressão imposta pelos pequenos opressores. Hoje em dia, já não são raros os casos de adolescentes que invadem escolas armados, matam colegas e professores e terminam por cometer suicídio.
· A longo prazo, o bullying pode levar à sensação de impunidade e, consequentemente, no futuro, à atitudes anti-sociais, dificuldades no relacionamento afectivo, delinquência ou actos criminosos. Pode também levar às atitudes agressivas no trabalho ou à violência familiar.
· Enquanto os rapazes usam a agressão física para intimidar, as raparigas têm sua própria maneira de maltratar e humilhar as colegas. As agressões verbais são constantemente recorridas para isolar uma colega do grupo
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